Dislexia – Quando agir cedo é o grande Trunfo

Crianças com dislexia precisam de um plano para PERSONALIZAR O SEU APRENDIZADO. 

Dislexia é a dificuldade que a criança tem para escrever devido a uma problema em se lembrar da letra ao escrever. Como mostra a ilustração abaixo:Captura de Tela 2016-02-28 às 11.51.47Quando estamos escrevendo, o nosso cérebro cria mentalmente as imagens das letras antes de escrevermos. Este processo é rápido e ágil, fazemos de maneira automática sem nos dar conta. Por isto, as crianças com este transtorno, apresentam dificuldade para escrever.

Ao ser identificado este distúrbio é necessário que a criança seja tratada apropriadamente, de maneira inclusiva. É um momento fundamental que o trabalho de pais em e professores farão a total diferença na vida dela.

Primeiramente é preciso compreender que a criança com dislexia se cansa mais em atividades consideradas “normais” para outras crianças, porque demanda muito mais esforço.  É mais difícil para elas manterem o foco durante o tempo necessário para compreender um exercício e absorver a aprendizagem.

Veja como ela lê:

Por isto quando vai escrever ocorrem erros em sua escrita. Torna-se necessário então uma forma diferenciada para ensinar estas crianças, antes que ela se sinta excluída, com baixa auto estima e desestimule seu aprendizado.

Ela precisa se esforçar muito mais que as outras para aprender. Por isto torna-se fundamental pais e professores treinados adequar o ensino à esta criança e principalmente ensiná-la como lidar com esta dificuldade que a acompanhará sempre.

A dislexia, discalculia, disgrafia e disortografia são diferentes transtornos no sistema de aprendizagem de nível neural. Pode ser que a criança tenha todos juntos ou não. Um profissional qualificado poderá auxiliar a identificar o transtorno.

Por isto, é importante utilizar ferramentas alternativas e compensatórias para auxiliar o aprendizado, elas são essenciais. Ao serem usadas como devem, podem trazer grandes resultados.

Além de também se tornar um instrumento eficaz para que o aluno com dislexia use sozinho e de forma independente quando necessário.

Exemplos:

• Mapas visuais. Eles são muito úteis, onde é transmitido a criança um método de estudo onde ela pode criar em completa autonomia.

• Audio livros podem ser uma boa opção para o aluno.

• Cartões com uso de material visual, associando idéias.

Um meio interessante é usar personagens conhecidos utilizando balões de mensagem  para explicar o conteúdo. Ter criatividade é fundamental ao propor o material de aprendizagem visual.

Os cartões são bem utilizados com caracteres simples (fonte arial, por exemplo) com algumas imagens, texto explicativo, texto maior maior espaçamento entre linhas. E até mesmo na escolha de livros didáticos, melhor escolher aqueles que não precisam ser preenchidos com páginas de escrita e com imagens repetitivas.

No início do processo de aprendizagem, a criança tem tarefa de traduzir os sons das palavras em símbolos gráficos, ou seja em letras, ela está enfrentando um momento particularmente importante da sua formação intelectual e humana: a aprendizagem da escrita.

Ao contrário da linguagem verbal, que é aprendida pela criança espontaneamente através da comunicação e, portanto, não é ensinado, a leitura e a aprendizagem da escrita ocorrem de forma consciente requerem atenção, empenho, concentração e motivação.

Em suma, para escrever, a criança tem de ter regras que devem ser ensinadas à ela. Em outras palavras, a diferença fundamental entre línguas faladas e escritas é que as línguas faladas são aprendidas através da comunicação auditiva em um mecanismo de constante repetição, são aprendidas e não ensinadas. Ao contrário, da escrita que não é aprendida espontaneamente, mas sim ensinada.

Este processo acontece mais ou menos em torno da terceira série quando a escrita começa a sua fase de personalização. Normalmente, professores do ensino primário que se queixam de problema de escrita desorganizada e assim aparece a dificuldade de acompanhar a criança em seu transtorno. No estresse esta desordem piora gerando um grande esforço de aprendizagem por parte da criança.

Diagnóstico

Primeiramente a criança não deve ter bloqueios emocionais que a impeçam de aprender, não deve ser nova demais para a alfabetização, isto é, exclui-se a imaturidade; deve ter tido pelo menos dois anos de escolaridade, com uma didática adequadaApenas aos 8-9 anos é possível afirmar se a criança é disléxica.

A imagem abaixo identifica. A Grafologia é uma ciência que auxilia muito este processo para identificar que juntamente com pais e professores pode auxiliar já que na escrita encontraremos traços reveladores.

São caracterizada pelos seguintes aspectos:

  1. confunde letras semelhantes na forma (por exemplo, não diferenciam de que lado fica a parte redonda das letras, como o p/q/d;
  2. não diferenciam a pronúncia das letras (exemplo:vaca, faca);
  3. inverte as letras (pla/pal) ou sílabas (telefone/tefelone);
  4. omite letras (quando/qando) ou acrescenta (retalho/retarlho);
  5. confunde palavras de forma semelhante e sentido diferente (soltou/saltou o gato);
  6. ao copiar, omite e repete palavras ou frases;
  7. lê de modo monótono, pouco inteligível, silabando, muitas vezes não entende o que está lendo.

Outras dicas do comportamento físico na criança ao escrever:

  • a posição do corpo inadequada;
  • compreensão incorreta da ferramenta gráfica: o lápis, caneta;
  • baixa utilização da capacidade do espaço disponível (nenhum respeito para as margens da folha, dificuldade em seguir a linha);
  • não ajuste adequado da pressão da mão sobre a folha;
  • dificuldades na representação gráfica de figuras geométricas;
  • nível de desenvolvimento inadequado da escrita;
  • dificuldades na cópia de palavras e de frases da lousa;
  • baixo comparação com o tamanho das letras;
  • ligação inadequada entre letras.

Infelizmente, é comum que as dificuldades específicas de aprendizagem não são identificados precocemente. Este atraso a identificar o problema correto podem minar a auto-estima da criança e agravar a falta de auto-confiança, resultando em um sofrimento psicológico profundo.

A dislexia coloca a criança na certeza de que será percebida, já que é o aspecto mais visível da sua aprendizagem – escrita. Geralmente seu caderno é “remendado”, bagunçado, cheio de correções sucessivas e uma série de palavras incompreensíveis.

Dislexia na Itália e UE

Este assunto é tão importante que na Itália foi criada uma legislação especial para tratar disto.

A lei 170/2010, definida pela União Européia expõe regras para tratar a dificuldade de aprendizagem no ambiente escolar. E trata principalmente sobre a inclusão escolar de crianças com dislexia.

Entre elas:

• cada escola é obrigada a ter ferramentas compensatórias específicas e usar medidas específicas aliviando o aprendizado da criança.

• formação obrigatória para os professores da escola.

• análise visando a identificação precoce da aprendizagem deficiência.

Contém também definições oficiais dos diferentes tipo de transtornos (dislexia, disgrafia, disortografia, discalculia).

IMPORTANTE – Como tratar e orientar:

  • Tenha em mente que a criança requer maior estímulo lingüístico para o aprendizado. Ela vai assimilar muito mais o que ouvir e mais ainda quando há estímulo individualizado complementar à escola.
  • Pais e professores devem evitar repreender a criança diante de outras.
  • Reforçar de forma positiva sempre que ela conseguir realizar uma conquista.
  • Na escola dar mais ênfase à expressão oral.
  • Evitar o uso de canetas vermelhas na correção dos cadernos e provas. Evidenciar o acerto e não o erro.
  • Conscientizar o aluno de seu problema e ajudá-lo de forma positiva.

Agir cedo é o grande trunfo. O diagnóstico precoce seguido por ações apropriadas realizadas por especialistas e apoiados pelo auxílio das alternativas compensatórias poderão garantir uma excelente chance de recuperação.

Na dislexia escrever, é um esforço mas é possível superar e evoluir.

Sabemos que estas crianças podem ser extremamente brilhantes, e também com excelentes idéias mas sem orientação são incapazes de passar para o papel o potencial de suas cabeças.

Veja as personalidades dislexas que superaram suas dificuldades:

Steven Spielberg

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Stephen Hawking

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Albert Einstein

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Bill Gates

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Steve Jobs

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Leonardo Da Vinci

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Orlando Boom – Tom Cruise – Will Smith e Jim Carey 

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Michael Jordan

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Walt Disney

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fontes:

– http://www.academia.edu/

http://www.puntografologia.it/

– PDF download em inglês – Dislexia na Itália

– Exemplos de escrita – Portal da Dislexia.pt